Jornalismo Digital: 5 tendências em todo o mundo
Por
marcelovarela
Adaptado ao Blog DothNews, por Marcelo Varela
Original por Fred Di Giacomo, Super Interessante
Constantemente estamos atualizando nosso blog com conteúdo para os jornalistas, que utilizam ou não a plataforma DothNews, com intuito sempre de informar ou antecipar mudanças que o mercado de jornalismo digital tem sofrendo e absorvendo de forma cada vez mais rápida.
Todos os anos acontece na cidade de Austin, no Estado do Texas nos Estados Unidos, a International Symposium on Online Journalism (ISOJ) onde muito do que vamos viver meses ou anos depois sempre são alvos de discussões e debates dentro do meio jornalístico. Um evento é extremamente importante que coloca em pauta os assuntos referentes a novidades dentro do jornalismo como um todo, e principalmente no digital.
Grandes nomes do jornalismo mundial debateram a crise do jornalismo, as adversidades do meio impresso e as tendências do mundo digital.
Vamos explorar um poucos mais dos principais temas debatidos, mas já colocamos 5 exemplos constatados por Frei Di Giácomo, em um material veiculado em dezembro do ano passado, mas que está mais atual do nunca:
1) “Mobile First”: conteúdo para celular e “MoJo”
Estamos vivendo uma revolução turbinada pela explosão da venda de smartphones – e o jornalismo não está preparado para isso. Pelo menos não aqui no Brasil. Agora o leitor carrega seu aparelho (seja o celular, seja o tablet) junto com ele e não espera mais pra chegar em casa e conferir as notícias do dia no computador. O “MoJo” (do inglês “Mobile Journalism” ou jornalismo móvel) já é uma realidade nos Estados Unidos, está sendo ensinado por alguns professores E tem mudado a vida de comunidades pobres. Sim, professores como Alissa Richardson ensinam comunidades de mulheres no Marrocos ou aborígenes na Austrália a produzirem notícias e denúncias usando apenas um smartphone.
2) Adapte-se: design responsivo
Está de saco cheio de não conseguir navegar no seu site favorito via celular? Bom, o design responsivo pretende resolver seus problemas. Design responsivo (do inglês responsive design) engloba “sites” cujo design e informação se adaptam ao formato que o usuário está usando, seja ele um celular, um computador ou sua nova televisão digital. Pelo que pessoas (como Joey Marbuger do Washington Post) falaram no ISOJ essa é uma tendência mundial na qual ainda estamos muito atrasados no Brasil.
3) Dados e interação: data visualization e especiais multimídia
Data visualization (visualização de dados) e especiais multimídia são a grande reportagem do jornalismo digital. Esse tipo de narrativa é uma excelente maneira de contar histórias de forma interativa e de explicar avalanches de dados de maneira digerível pelos leitores. As falas de Hannah Fairfield e Jill Abramson do New York Times foram muito inspiradoras. Ambas deram detalhes sobre a aclamada reportagem multimídia em HTML 5 “Snow Fall“. Jill (que é a editora executiva do NYTimes) disse nem querer saber quanto a produção de “Snow Fall” custou, mas que o “lucro” do projeto foi “to snow fall” ter ser tornado um verbo no jornalismo americano.
4) Dividir para conquistar: empresas devem diversificar sua atuação
Segundo a teoria de Clark G. Gilbert (da Harvard Business School e CEO da Deseret News) empresas que atuam em áreas envolvidas em grandes mudanças – como o jornalismo impresso – devem dividir suas ações em negócios tradicionais e negócios “disruptivos”. Os dois devem ter chefias diferentes e, também, metas e recursos independentes. Jim Moroney ( editor e CEO do “Dallas Morning News“) assina embaixo e diz que a integração entre redações do impresso e do online só são uma forma de economizar direito. O “Dallas Morning News” criou diversas startups para oferecerem serviços, criarem conteúdo publicitário e manterem o negócio das notícias rodando.
5) Jornalismo de startups: seu emprego não será num grande jornal
Tanto no ISOJ quanto no “VI Colóquio Iberoamericano de Periodismo”, a tendência do empreendedorismo no jornalismo parece ter vindo pra chegar. O emprego para o estudante de jornalismo não estará, necessariamente, nas redações das grandes empresas mas no seu próprio blog, seu projeto financiado por fundos ou crowfunding ou em startups que fundirão tecnologia e jornalismo.
Matéria original: http://super.abril.com.br/blog/newsgames/5-tendencias-do-jornalismo-digital-mundial/
2) Adapte-se: design responsivo
Está de saco cheio de não conseguir navegar no seu site favorito via celular? Bom, o design responsivo pretende resolver seus problemas. Design responsivo (do inglês responsive design) engloba “sites” cujo design e informação se adaptam ao formato que o usuário está usando, seja ele um celular, um computador ou sua nova televisão digital. Pelo que pessoas (como Joey Marbuger do Washington Post) falaram no ISOJ essa é uma tendência mundial na qual ainda estamos muito atrasados no Brasil.
3) Dados e interação: data visualization e especiais multimídia
Data visualization (visualização de dados) e especiais multimídia são a grande reportagem do jornalismo digital. Esse tipo de narrativa é uma excelente maneira de contar histórias de forma interativa e de explicar avalanches de dados de maneira digerível pelos leitores. As falas de Hannah Fairfield e Jill Abramson do New York Times foram muito inspiradoras. Ambas deram detalhes sobre a aclamada reportagem multimídia em HTML 5 “Snow Fall“. Jill (que é a editora executiva do NYTimes) disse nem querer saber quanto a produção de “Snow Fall” custou, mas que o “lucro” do projeto foi “to snow fall” ter ser tornado um verbo no jornalismo americano.
4) Dividir para conquistar: empresas devem diversificar sua atuação
Segundo a teoria de Clark G. Gilbert (da Harvard Business School e CEO da Deseret News) empresas que atuam em áreas envolvidas em grandes mudanças – como o jornalismo impresso – devem dividir suas ações em negócios tradicionais e negócios “disruptivos”. Os dois devem ter chefias diferentes e, também, metas e recursos independentes. Jim Moroney ( editor e CEO do “Dallas Morning News“) assina embaixo e diz que a integração entre redações do impresso e do online só são uma forma de economizar direito. O “Dallas Morning News” criou diversas startups para oferecerem serviços, criarem conteúdo publicitário e manterem o negócio das notícias rodando.
5) Jornalismo de startups: seu emprego não será num grande jornal
Tanto no ISOJ quanto no “VI Colóquio Iberoamericano de Periodismo”, a tendência do empreendedorismo no jornalismo parece ter vindo pra chegar. O emprego para o estudante de jornalismo não estará, necessariamente, nas redações das grandes empresas mas no seu próprio blog, seu projeto financiado por fundos ou crowfunding ou em startups que fundirão tecnologia e jornalismo.
Matéria original: http://super.abril.com.br/blog/newsgames/5-tendencias-do-jornalismo-digital-mundial/