Pesquisa quer mapear o perfil do jornalista brasileiro

Mapear o perfil do jornalista brasileiro em 2021. Esse é o objetivo de uma pesquisa nacional que está sendo realizada pela  Rede de Estudos sobre Trabalho e Identidade dos Jornalistas, vinculada à Associação Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR).  O questionário de perguntas está disponível online e pode ser respondido por qualquer profissional da área.

A ideia é atualizar uma pesquisa sobre o perfil do jornalista brasileiro realizada em 2012, mas também saber sobre condições de trabalho, satisfação pessoal e a atuação durante a pandemia. É uma pesquisa atual e que pode render um bom mapeamento de dados sobre a profissão, por isso, é importante um número considerável de respostas.

Na pesquisa de 2012 foi feito um panorama sobre as  principais áreas de atuação dos jornalistas do país, com 2.731 respostas válidas. Desta vez, com maior acesso a internet e ampliação da profissão, são abordadas questões demográficas, sobre representação social e política, condições de trabalho e de saúde.

Para responder o questionário, basta acessar o link. O público-alvo são jornalistas profissionais que trabalham em três segmentos na mídia, fora da mídia e docência, em todas as regiões do país.

Debate sobre importância da pesquisa

O lançamento da pesquisa sobre o perfil do jornalista brasileiro contou com uma live que reuniu profissionais representantes das nove entidades nacionais da área. O intuito foi debater a importância da realização da pesquisa para a defesa e fortalecimento do jornalismo e da profissão.

Samuel Pantoja Lima, professor de jornalismo da UFSC, conduziu a live que ouviu diversos profissionais da área e está disponível no Youtube. De acordo com ele, há uma grande equipe envolvida no levantamento dos dados e o objetivo é, de fato, traçar um perfil da realidade do profissional em diversas regiões do país.

Perfil em 2012

Há nove anos a pesquisa mostrou que os jornalistas eram majoritariamente mulheres, brancas, solteiras e até 30 anos. Entre as características de trabalho, três em cada quatro tinham registro no Ministério do Trabalho, a maioria como jornalista profissional. E apenas um, em cada quatro, não havia feito estágio durante a universidade. 

Os profissionais que responderam a pesquisa na época estavam, em maioria, atuando diretamente com a mídia. Estes somaram 55%, enquanto que 40% disseram atuar fora da mídia, em assessoria de imprensa, por exemplo. E, apenas 5%, eram docentes.